31 de agosto de 2009

[EBP-Veredas] A Diretoria da EBP-SP CONVERSOU



A DIRETORIA DA EBP-SP CONVERSOU:


A diretoria da EBP-SP retoma a ideia de fazer circular entre nós as atividades propostas e realizadas na Seção São Paulo.

Para isso, inaugura a rubrica: A DIRETORIA DA EBP-SP CONVERSOU, que contará com a contribuição dos analistas de nossa comunidade, tendo sempre, como ponto de partida, a transmissão da psicanálise.


Nesta oportunidade, as atividades de 20 de junho, do primeiro semestre 2009.


Poderemos, então, acompanhar pela resenha de Blanca Musachi, a primeira atividade da Diretoria de Intercâmbio e Cartéis, que propôs uma conversação sobre a atualidade dos Cartéis. Essa atividade foi realizada na sede da EBP-SP em 20 de junho de 2009 e a conversação teve como orientação a leitura dos textos: “A psiquiatria inglesa e a guerra” (1947), de Jacques Lacan e “No cartel se pode obter um camelo”, de Mauricio Tarrab. Essa atividade teve como resultado a proposta de uma próxima atividade em 14 de novembro.


É tradição das Diretorias de Biblioteca da EBP promover atividades de discussão da psicanálise a partir de livros, de filmes, ou seja, buscar um diálogo entre a psicanálise e outras disciplinas assim como com as diversas manifestações da Arte. A Diretoria Geral da EBP-SP propôs o filme if... de Lindsay Anderson, a fim de discutir e entender melhor a referência que Lacan faz desse filme na última aula do Seminário 16, “De um Outro ao outro”. Isso pode ser agora apreciado através da resenha de Maria de Lourdes Mattos.


A próxima atividade será em 14 de novembro de 2009.

Boa leitura!

Perpétua Medrado



Diretora de Biblioteca EBP-SP


Resenha Conversação sobre Atualidade dos Cartéis na EBP-SP Na primeira atividade desta Diretoria de Intercâmbio e Cartéis propusemos uma conversação sobre a atualidade dos cartéis na EBP-SP.


Escolhemos a forma conversação por ser este um dispositivo de elaboração coletiva, que nos permitiu colocar em dia o que se sabe do funcionamento dos cartéis; da importância de uma estrutura a favor de fazer avançar a psicanálise; da importância dos cartéis para a formação dos que se aproximam à psicanálise de orientação lacaniana, das novas formas possívesis dos cartéis (ampliados, fulgurantes, etc.); da função do Mais-Um.


Num clima descontraído e com entusiasmo os participantes colocaram suas questões, que foram orientadas a partir da leitura de alguns textos como o de Lacan “A psiquiatria inglesa e a guerra” e o de Mauricio Tarrab “No cartel se pode obter um camelo”.


Como efeito dessa elaboração coletiva resgatou-se a importância do cartel como porta de entrada à Escola, que permanece atual, e que já deu lugar ao interesse de constituir novos cartéis entre os participantes; a proposta de fazer uma pasta com material bibliográfico sobre cartéis que estará disponível na biblioteca da EBP-SP; assim como a proposta de uma próxima atividade neste segundo semestre, que se chamará “Atreve- te, a saber,” título surgido de comentários dos participantes a partir do texto do Tarrab.


Blanca Musachi



Diretora de Intercâmbio e Cartéis da EBP-SP


No dia 20 de junho a EBP-SP, sob coordenação da diretora de Biblioteca, exibiu o filme if...., de Lindsay Anderson, datado de 1968.


Lacan, no Seminário 16, “de um Outro ao outro”, no último capítulo, intitulado “A extasiante ignomínia da homela”, faz uma referência a esse filme, cuja temática - a história da revolta de estudantes de uma escola tradicional inglesa – guarda certa semelhança com o contexto histórico político da época, incluindo seu ensino. Como bem considerou Lacan, nessa aula de 25 de junho de 1969, ele e seus trezentos alunos estão sendo “evacuados” da Escola Normal Superior, onde os Seminários eram proferidos desde 1963.


Entre os convidados para o debate estavam: Marco Antonio Guerra, professor, doutor da ECA - USP , e as psicanalistas Cássia Maria Rumenos Guardado, Diretora da Seção EBP-SP e Maria do Carmo Dias Batista. A coordenação da mesa foi feita por Perpétua Medrado, Diretora de Biblioteca da EBP-SP.


Cássia pontuou que homela se refere à cena do filme em que a mulher do reitor passeia nua no dormitório dos estudantes passando a mão nos objetos pessoais, enquanto eles faziam treinamento militar no pátio. O termo diz respeito ao gozo próprio, singular da mulher e a uma posição servil, que serve ao saber do mestre. Como mulher do reitor, serve ao saber do homem (homem - ela), representa a Universidade, considerada por Lacan como uma instituição feudal. Diferente do filme, cuja saída é pela via da violência, Lacan ao entregar aos alunos, “aos trezentos evacuados”, as cópias da carta do diretor da Escola Normal pedindo sua saída, como se fosse um diploma, propõe a saída pela via do significante.


Marco Antonio Guerra trouxe contribuições importantes sobre o contexto histórico, político e cultural da época. Considerou if.... como um mini maio de 68, representando o panorama da sociedade Ocidental do período. Comentou sobre o movimento da contracultura, que entre os inspiradores teve Herbert Marcuse, autor de Eros e Civilização, que ao criticar o mundo capitalista colocava como proposta as comunidades alternativas auto-sustentáveis. Ressaltou que a nova esquerda do Brasil foi influenciada por esse movimento, o que propiciou, além das lutas por mudanças políticas e sociais, o questionamento dos valores comportamentais vigentes.


Maria do Carmo levantou uma questão importante do filme que apresenta as cenas de sadomasoquismo em sua vertente sádica, onde o masoquismo está praticamente ausente. Para nós esse aspecto é inquietante, levando-se em conta que essa dupla é inseparável.



Maria de Lourdes Mattos

29 de agosto de 2009

[EBP-Veredas] Seminário do Conselho

Capítulo VIII – O homem a mulher e a lógica
02/09/09
Rômulo Ferreira da Silva Apresentação
Maria Josefina Sota Fuentes Coordenação
Realização do Conselho e da Diretoria da EBP-SP
Coordenação Geral Maria Cecília Galletti Ferretti

Rua João Moura, 627 (mezanino) - Pinheiros
21 às 23h
Entrada aberta
Informações: ebpsp@uol.com.br
Tel. 3081.8947 Fax 3063.1626

Breve comentario acerca del texto “Sobre los usos de la palabra ‘judío’ “, de Alain Badiou

Breve comentario acerca del texto “Sobre los usos de la palabra ‘judío’ “, de Alain Badiou

Marco Mauas

Alain Badiou propone uns solución “global” o de “reboot the system” del conflicto de Medio Oriente. El cuerpo viviente, que goza, no está incluido en esta perspectiva.

Diré primeramente que me siento realmente tocado por las afirmaciones y conclusiones de Badiou en relación a la abolición de los predicados de identidad, entre ellos, según él escribe, ‘judío’ y ‘francés’, en tanto medios de establecer límites nacionales y políticos, pues conducen a consecuencias indeseables. Se lo agradezco personalmente. También, estoy de acuerdo. Seguramente es deseable alcanzar esta fase avanzada. Temo también que es demasiado avanzada para el momento presente, y para una especie con un cuerpo, un cuerpo que goza, con el que ha de vivir.

Es un hecho—un hecho de discurso, un hecho “hystórico—que el estado de Israel, fundado en 1948, si bien se supone ser la consecuencia del sionismo como ideología política, indudablemente fue una consecuencia de facto de lo que llamaré, sí, Shoah—porque es el nombre más conveniente subjetivamente para sobrevivientes, si creemos en algunos testimonios—y no hay razón para no creerles. Sobrevivientes se sienten, en mi experiencia, menos perseguidos cuando usan “Shoah”. Sobrevivientes perdieron sus familias enteras por la masacre industrial orquestada por los nazis, con la inestimable, preciosa ayuda de las democracias Europeas y sus gobiernos. Sin esta preciosa ayuda Europea, es quizás difícil imaginar tal perfección en economía, medios, oportunidad, transportes, información, recolección de datos, etc etc.

Estas economías y estados democráticos son naciones muy civilizadas hoy, que al cabo de largos y emocionantes esfuerzos de muchos años han llegado a un acuerdo para lentamente formar una entidad, política y económica, llamada la EU, que pone de lado como una especie de “semblante” temporario algunas de las muchas características nacionales de la gente que allí vive, como dice Badiou, en Europa. Pero aún viven y se llaman a sí mismos con nombres genéricos suposiciones de atribución de identidad.

Es también sin duda un gran logro para las Naciones Unidas el haber llegado a la conclusión que ayudó a crear el estado de Israel, un hogar para aquellos que corren el peligro de creer demasiado intensamente que tienen algo que ver con el “predicado judío”. Esta conclusión alivió muchas formas de persecución continuada para esta gente. Si ud cree fuertemente que ud “es” algo “llamado X”, y ud es perseguido por gente que coincide con su delirio de identidad…bien, es más bien urgente para ud encontrar un lugar donde ud pueda sentir que este “predicado de identidad” tiene alguna chance de ser incluido en un discurso, mantenido lejos de la persecución, para darle a ud algún tiempo de sobrellevar su propia definición de ello, para llegar a una especie de pacto con ello, etc. Ud necesitará tiempo, y un lugar para vivir.

Es también una especie de paradoja que sea demandado—como lo hace Badiou—precisamente de Israel, como estado, “atravesar el fantasma” del predicado colectivo, atravesarlo colectivamente. Suena como si Badiou demandara de Israel “ser la luz de los Pueblos”, otra vez. Llegar como comunidad precisamente a aquello a lo que tantas naciones sólo tocan como un “semblante” muy lejano.

Esta es una paradoja, la “paradoja de Badiou”, que es análoga de algún modo a la paradoja de Burali-Forti. “Todos los conjuntos que tienen la propiedad P”. “En el conjunto llamado “Israel”, llamemos “israelíes” a todos aquellos que están allí.” Pero no entraré en esto ahora.

Hay mucha gente con coraje en Israel—Badiou dixit—que ya está dispuesta a esta solución que él propone, al menos según sus declaraciones. Este tipo de cambio, sin embargo, requiere más que exhortaciones o deseos. Requiere el uno-por-uno atravesar las “atribuciones de identidad”. “Atribuciones de identidad” como problema incluye el cuerpo, el cuerpo viviente de cada uno.

Para llegar al punto en el que acordamos separarnos de alguna atribución de identidad (un significante del otro, un S1 como Lacan lo escribe) necesitamos hacerlo tomando cierta distancia de la atribución del Otro. Comenzando por decir que ud que ud es efectivamente “X”, ud debe desplazarse del “territorio para X”, al “territorio para X, Y , Z” y as’i ayudar a resolver “un problema” que su “errónea” solución de identidad ha fijado de algún modo incompatible para Europeos/Americanos esclarecidos. Uso el plural. No se sabe qué clase de plural es este. Estamos en un campo totalmente imaginario. Testimonios son del uno por uno.

El problema con la solución de Badiou (una solución “global” o de “reboot the system”)


El problema con la solución propuesta por Badiou para el conflicto de Medio Oriente está “built-in” la solución misma. La solución es una especie de propuesta generalizada. “Uds tendrían que desarmar la identificación colectiva que os define como ‘estado judío’ , y luego proceder a definir la nueva situación como ‘israelí es quien está situado aquí’ “.

Esta es una especie de propuesta “reboot the system”. El único problema con esta solución global es que la identificación de “judíos” como “israelíes” se hizo necesaria y urgente por el hecho de la Shoah, que a su turno fue, esta Shoah, la “solución final” para los nazis para su “problema judío”. Fue evidente que los nazis atraparon incluso a esclarecidos por la única razón de que tenían antepasados que se llamaban a sí mismos “judío”. Luego redujeron sus cuerpos a cenizas o jabón. Ahora Badiou pide que se desarme el estado como “estado judío”. Me permito recordar aquí, de paso, que el título de la obra seminal de Hertzl es Der Judenstadt” (“Un estado para/de los judíos”).

Spinoza rechazó aceptar la idea de “pueblo elegido”, excepto para; (TTP, Cap 3)

“Finalmente, si uno quiere mantener que los judíos, por esta o por cualquier otra causa, han sido elegidos por Dios para siempre, no lo contradiré si él admite que esta elección, temporaria o eterna, no tiene otro alcance, en la medida en que es peculiar a los judíos, que el estado y las comodidades del cuerpo [imperium et corporis commoditates] (pues sólo así se puede distinguir una nación de otra), mientras que en relación al intelecto y a las virtudes reales, cada nación está a la par con el resto, y Dios no ha en estos respectos elegido un pueblo más que otro.”

Pero Spinoza es inimitable. Se separó a sí mismo de la posición de “elegido” por su invención singular—como Borges escribe en un poema, Spinoza creó a Dios. De aqu’i él pudo examinar cuál es la función de las posiciones de “elegido”. Esto es algo que solamente puede hacerse uno-por-uno.

Esta es parcialmente la razón por la cual Lacan prefirió Kant a Spinoza. Kant incluye a Shylock. Shylock es un personaje “anti-reboot.” Spinoza, con toda su encantadora belleza, rechaza el cuerpo, aún escribiendo “comodidades del cuerpo.”

Después de que un sujeto llega a una pequeña separación de “la atribución del Otro”, aún puede decidir continuar usando esta “atribución”. No veo (ni creo) como es solamente “por fuerza del Otro” que el uso de “judío” pueda existir como tal.

Necesitamos un nombre para esta distancia. Quizás sea más precisamente un “momento de comprender”. Quizás sea “tiempo subjetivo”. Le llevó muchos años a Freud llegar a su “conclusión Acrópolis”, que lo ubicó un pequeño paso más allá de un uso particular—el de Freud—del “nombre del Padre”. Existe acaso la posibilidad de una “pluralización colectiva”, algo como “los Nombres del Padre”, como una base para un nuevo discurso colectivo?

Israel es “arcaico” como estado en el mismo sentido en que “tener un cuerpo” hoy es arcaico.


Finalmente, en estos tiempos en los que los 50 mejores sitios del Internet “elegidos” por “Time inc.” Son sitios donde ud puede tener la sensación de que allí “nada falta”, como en una especie de experimento de “navegar en la angustia”, me permitiré decir que leo la frase de Badiou acerca del estado de Israel como “arcaico” en este sentido: adscribir tal importancia a un estado y a la definición de sus ciudadanos—entre otras cosas, los varones circuncidados en general—es arcaico en el mismo sentido en el mismo sentido en que hoy es cada vez más difícil decir para ud que tiene un cuerpo.
Short commentary on Alain Badiou: “On the uses of the word ‘Jew’ “.

Marco Mauas

Alain Badiou proposes a “global” or “reboot” solution for the Middle East conflict. The living, enjoying body is not included in this perspective.

I will say, firstly, that I feel deeply touched by Badiou’s statements and conclusions regarding the abolition of identity predicates, among them, as he writes, “Jew” and “French” as means of establishing national and political boundaries, because they are prone to not desirable consequences. I thank him personally. I also agree. It is surely desirable to reach this advanced phase. I’m also afraid it is too advanced in the present moment, and for a species with a body, an enjoying body, to live with.
It is a fact—a discourse fact, a “hystory fact”-- that the state of Israel, founded in 1948, if it is supposed to be the consequence of Zionism as political ideology and movement, undoubtedly was a de facto consequence of what I shall call, yes, the Shoah—because that is the name most convenient subjectively for survivors, if we believe some testimonies—and there is no reason not to believe them. Survivors feel, in my experience, less persecuted when they use “Shoah”--. Survivors lost their entire families by the industrial massacre orchestrated by the Nazis, with the inestimable, precious help of European democracies and governments. Without the precious European help, it is perhaps difficult to imagine such perfection in economy, means, timing, transports, information, data recollection, statistics, etc. etc.
Those economies and democratic states are very civilized nations today, that after great and moving efforts of many years have reached an agreement to slowly form an entity, political and economical, called in the meantime the EU, that puts aside as a sort of temporary “semblant”, some of the many national characteristics of the people living there, as Badiou says, in Europe. But they still live and call themselves with generic names, attributive suppositions of identity.
It is also undoubtedly a great achievement for the United Nations to have reached to the conclusion that helped to create the state of Israel, a home for those bearing the danger of believing too intensely to have something to do with the “Jew predicate”. It alleviated many more continued forms of persecution for these people. If you strongly believe you “are” something “called X”, and you are persecuted by people who coincide with your identity delusion… Well, it is rather urgent for you to find a place where you may feel that this “identity predicate” has some chances of being included in discourse, kept away from persecution, to give you some time to bear your own definition of it, to reach a sort of a pact with it, etc. You will need time, and a place to live.

It is also a sort of paradox that it is asked—as Badiou does-- precisely from Israel, as a state, to “cross the fantasy” of collective predicate-- to cross it collectively. It sounds as if Badiou is asking Israel “to be the light to Nations” once more. To achieve as a community precisely what so many nations only touch as a very far “semblant” (make-believe).
This is a paradox, a “Badiou’s paradox”, that is somewhat analogous to Burali-Forte paradox. “All sets which have P property”. In the set called “Israel”, let’s call “Israelis” to all those who are there”. But I will not enter this point by now.

There are many courageous people in Israel—Badiou dixit—who are already ready for this solution proposed by him, at least in declaration. This sort of change, however, takes more than exhortations or desires. It takes the one-by-one crossing of the “identity attributions”. “Identity attributions” as a problem include the body, the living body of each one.
To reach the point where we agree to separate from some attribution of identity, (a signifier of the Other, a S1 as Lacan writes it) we need to do it with some distance from the attribution of the Other who, starting to say you are effectively “X”, you must depart from “the territory for X”, or perhaps to turn “the territory for X”, into “the territory for X, Y, and Z”, and so to help solve “a problem”” that your “erroneous” solution of identity has somehow fixated in a way incompatible to enlightened Europeans/Americans. I use the plural. It is not known what sort of plural is this. We are in a complete imaginary field. Testimonies are one by one.

The problem with Badiou’s solution (a “global” or “reboot the system” solution)
The problem with Badiou’s proposed solution for the Middle East conflict is built-in the solution itself. The solution is a sort of generalized proposal: “You should undo the collective identification that defines you as “Jewish state”, and then proceed to define the new situation as ‘Israeli is who is situated here’”.
This is a sort of “reboot the system” proposal. The only problem with this global solution is that the identification of “Jews” as “ Israelis” was made necessary and urgent by the fact of the Shoah, which in turn was a “final solution” of the Nazis for the “Jewish problem”. It became evident that the Nazis caught even those enlightened ones for the only reason they had ancestors who called themselves “Jew”. Then they reduced their bodies to ashes or soap. Now Badiou asks for the undoing of the state as a “Jewish state”. May I remind, by the way, here that the title of Hertzl’s seminal book is “Judenstaat” (“A state for/of the Jewish”).

Spinoza refused to accept the idea of “the chosen people”, except for: (PTT, Ch 3)
Lastly, if any one wishes to maintain that the Jews, from this or from any other cause, have been chosen by God for ever, I will not gainsay him if he will admit that this choice, whether temporary or eternal, has no regard, in so far as it is peculiar to the Jews, to aught but dominion and physical advantages [imperium et corporis commoditates](for by such alone can one nation be distinguished from another), whereas in regard to intellect and true virtue, every nation is on a par with the rest, and God has not in these respects chosen one people rather than another.


But Spinoza is inimitable. He separated himself from “the chosen” position by his singular invention—as Borges writes in a poem, Spinoza created God. From there he could examine what is the function of “chosen” positions. This is something that only can be made-through “one by one”.
This is partially the reason for which Lacan preferred Kant to Spinoza. Kant includes Shylock. Shylock is an “anti-reboot” character. Spinoza, with all its lovable beauty, rejects the body, even if he writes “imperium et corporis commoditates”.
After a subject arrives to a little separation from “the Other’s attribution”, he still may decide to continue using this “attribution”. I don’t see (neither I believe) how it is only by “force of the Other” that the use of “Jew” exists as such.
This distance, we need a name for it. Perhaps is more precisely a sort of “moment to understand”. Perhaps it is “subjective time”. It took Freud many years to reach his “Acropolis conclusion” that put him a little step forward from one particular use—Freud’s use-- of the “name of the father”. Is there a chance of a collective pluralisation , something like “the names of the Father” as a basis for a new collective discourse?
Israel is “archaic” as a state in the same sense that to “have a body” today is “archaic”.

Finally, in these times where the best 50 internet sites of the World as “chosen” by “Time inc” are sites where you may have the sensation that nothing is lacking there, that “everything is there” and it is a sort of surfing experiment in anxiety, may I say that I read Badiou’s sentence about the state of Israel as “archaic” in this sense: to attach such an importance of a state and the definition of its citizens— among other, circumcised in general – is archaic in the same sense as today it is more and more difficult to say you have a body.

[nel-debates] Argumento Seminario Síntoma y Lazo social


[EBP-Veredas] Lançamento das XIX Jornadas


C O N V I T E


A EBP-Rio e o ICP-RJ (através do CineCien) convidam para o lançamento das XIX Jornadas Clínicas

“Sintoma e semblantes na vida e na análise”


Exibição do filme “Zazie no metrô”

28 de agosto, sexta-feira, 14h, 16h e 18 horas

31 de agosto, segunda-feira, 19 horas

Um delicioso filme de Louis Malle baseado no romance de Raymond Queneau, citado por Miller em La Naturaleza de los semblantes.

Local: Sede da Seção, sala do 2º andar


31 de agosto - segunda-feira, 21 horas

Mesa Redonda:

Sintoma e semblantes na “vida” de Zazie

Maria do Rosário Collier do Rêgo Barros

Luis Moreira de Barros

Coordenação: Angela Batista

Local: Sede da Seção, auditório






Informações:

tel. 25390960/22867993



[EBP-Veredas] Jorge Forbes: "Jacques Lacan e a psicanálise do século XXI"



“Jacques Lacan e a psicanálise do século XXI”
é o tema da conferência de Jorge Forbes, no
encerramento do seu módulo na cpflcultura/TVCultura,
nesta quinta-feira, às 19 horas. Estão todos convidados
a participar da gravação do programa:


Argumento: Jacques Lacan ficou conhecido, e ainda assim é

visto, como, talvez, o mais importante continuador de Freud,

alguém que deu estatuto racional iluminista ao Inconsciente,

desde a sua famosa formulação do “inconsciente estruturado

como uma linguagem”. O que pouco, no entanto, se sabe é

que nos últimos anos de seu ensino Lacan deu uma guinada

de 180 graus em tudo o que tinha feito até então e, como

se estivesse pensando contra si mesmo, propôs uma nova

clínica, muito diferente da primeira e ainda a mais difundida,

uma clínica própria a um homem que iria viver a crise de um

mundo globalizado.
A desestruturação das relações patriarcais exigiu uma clínica

além do Édipo, na qual Freud não mais explica, Freud implica.

É a psicanálise de um mundo novo e o que se faz hoje na clínica,

à diferença do que se fazia antes, que iremos debater.

cpflcultura - Campinas:
Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632
Chácara Primavera
(19) 3756-8000



[EBP-Veredas] Zazie em Goiânia


Zazie no metrô

Com a proposta de dar início oficialmente ao segundo semestre de trabalho da Delegação Geral Goiás/DF, realizou-se, no último dia 15 de agosto, com a presença do conselheiro da EBP Antonio Beneti, a exibição do filme Zazie no Metrô (Louis Malle, 1960), uma adaptação do romance homônimo do poeta e escritor francês Raymond Queneau.

A escolha por assistir ao filme de Louis Malle pretendeu continuar a discussão que teve início quando do último evento da DG Goiás/DF, a conferência intitulada ‘A Teoria Generalizada do Semblante’, em que Marcela Antelo trabalhou o tema do cinismo feminino tal como Miller o elabora em seu seminário ‘De la Naturaleza de los Semblantes’.

Nesse momento de seu ensino, Miller pergunta se se poderia encarnar em uma figura o que ele propõe como essa posição feminina que denuncia a impossibilidade do significante em agarrar o real. É para encarnar o cinismo feminino, o ódio das mulheres ao semblante, que Miller então convoca a heroína de Queneau e sua fórmula imortalizada: ‘mon cul’ (me importa o caralho!) que poderia, então, ser aplicada a tudo o que se trama na civilização.

Zazie é uma menina de aproximadamente 12 anos que vem pela primeira vez a Paris e que sonha em andar de metrô. Mas, os metroviários estão em greve, o que a impossibilita de realizar seu sonho. Ela, então, sai pela capital francesa a pé arrumando confusão por onde passa.

Com o filme como mote, iniciou-se uma animada conversação em torno do que o filme e sua protagonista poderiam revelar sobre o cinismo. Em primeiro lugar, destacou-se que o interesse pelo metrô, pelo subterrâneo, que marca a posição subjetiva de Zazie é uma posição de não querer ver a cidade e seus semblantes. Uma posição de desprezo pelos ideais da cultura, tão bem representada pelo “me importa o caralho!” pronunciado por ela sempre que confrontada pela insistência do tio em apresentar-lhe a cidade. Demonstra que o interesse exclusivo pelo metrô nada mais é do que uma postura determinada de preocupar-se com o real divorciado do semblante, como se buscasse um acesso direto (e subterrâneo) ao real. É a partir dessa posição que Zazie vai desprezando em seqüência tudo o que é da ordem do semblante que encontra pela frente: o táxi contratado pelo tio para apanhá-los na estação, o passeio pelos monumentos, a escola, a enorme pérola que joga fora sem pestanejar, o amor, nada escapa à derrogação da menina, fazendo, literalmente, o circo pegar fogo, pois sua postura mobiliza cada personagem do filme, de formas diferentes, chegando a um ponto em que a detonação dos semblantes se torna coletiva. Com a ausência de significantes fálicos, portanto, não há limites e os personagens destroem, então, literalmente, todo o cenário.

Subverter os semblantes é mesmo a proposta de Queneau quando nos apresenta como anfitriões da pequena um casal sui-generis formado por um tio homossexual que, de noite, traveste-se de bailarina espanhola e uma tia que, ao final, revela-se um homem.

Louis Malle também brinca livremente com os semblantes a ponto de fazer-nos ver uma loira fatal transformar-se num belo rapaz, ao entrar em uma cabine telefônica. Em certa altura do filme surge uma exortação: ‘Desvista-se!’

Em seus comentários, Beneti destacou exemplos em que o cinismo aparece na clínica psicanalítica. No caso do toxicômano, que com seu gozo auto-erótico, apresenta-se claramente disposto a detonar os semblantes ao assumir-se enquanto somente interessado no gozo masturbatório que a droga proporciona. O cinismo feminino também foi citado em relação ao termo “mulheres filhas da natureza”, usado por Freud no texto “Observações sobre o Amor Transferencial” para referir-se àquele tipo de mulheres que desprezavam o tratamento analítico em prol de um amor intenso pelo analista, não havendo, portanto, semblante que barrasse o gozo. Neste sentido, lembrando Miller em “De la Naturaleza de los Semblantes”, o cinismo feminino aparece também no ódio das mulheres ao semblante masculino, ao adotarem a postura de denúncia de tais semblantes. Ainda, a posição cínica também pode se manifestar na clínica por meio da transferência negativa, enquanto uma tentativa de detonação do semblante utilizado no ato analítico para tocar o real.

E, para concluir, Beneti ressaltou que a clínica psicanalítica busca realizar uma espécie de sutura entre o real e o simbólico para que haja a construção do sinthoma. Ou seja, o caminho de uma análise é o de procurar costurar o semblante ao real, exatamente contrário ao caminho adotado por Zazie.

Encerramos nossa atividade certos de que o encontro com Zazie foi provocativo não apenas para os personagens do filme, como também para quem esteve presente no momento da exibição. As participações e construções foram significativas e fizeram daquele um momento de conversação sobre a teoria psicanalítica, deixando espaço para que trabalhos dessa ordem se realizem em ou futuros momentos na Delegação Geral Goiás/DF.

Raquel Ghetti Macedo e Ruskaya Maia


[EBP-Veredas] Programação: I Seminário Internacional, II Jornada de Psicanálise Aplicada do HC/UFMG

I Seminário Internacional, II Jornada de Psicanálise Aplicada,

III Jornada do Serviço de Psicologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais

Psicanálise e Hospital: a Lógica do Tratamento na Instituição

Realização:

Serviço de Psicologia e Unidade Multiprofissional de Promoção a Saúde do HC-UFMG

Em parceria com:

Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais (IPSM-MG)

Núcleo de Investigação em anorexia/bulimia do HC-UFMG (NIAB)

Setor Saúde do Adolescente do HC-UFMG (SSA)

Programa:
Sexta-feira, 02/10/2009

9:00 – Mesa de Abertura – Coordenação Geral do Seminário, Diretoria do HC-UFMG , Gerência da Unidade Multiprofissional de Promoção a Saúde/ Coordenação da Psicologia/ Representante Parcerias (IPSM-MG, NIAB, SSA)

9:30 – Seminário I – Psicanálise e Hospital: a lógica do tratamento na instituição

Conferencista convidado: Dr. Guillermo Belaga: Médico, Psicanalista, Membro da Associação Mundial de Psicanálise (A.E. 1999-2002/ A.M.E.), Chefe do Serviço de Saúde Mental do Hospital San Isidro - Buenos Aires, Coordenador de Saúde Mental do Município de San Isidro. Docente Associado ao Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires.

Coordena: Lucíola Freitas de Macêdo (HC-UFMG e IPSM-MG)

11:30 – Conversação

12:30 – Almoço

14:30 – 1ª Mesa: Quando o paciente não responde conforme o esperado pela equipe de saúde

Casos clínicos apresentados por:

Márcia Abreu ( Ambulatório de Cirurgia Bariátrica)

Iara Biondi e Jorge Pimenta ( Pronto Socorro)

Coordena: Dra. Cristiane de Freitas Cunha - Setor de Saúde do Adolescente/UFMG

Debate: Henri Kaufmanner (Médico, Psicanalista, Diretor Clínico do IPSM-MG)

16:00 – Intervalo

16:30 2ª Mesa: Violência e Devastação

Casos clínicos apresentados por:

Arlêta Carvalho ( Pediatria/Setor de Saúde do Adolescente)

Andréa Chiaretti ( Endocrinologia/Ginecologia)

Coordena: Jorge Pimenta (HC-UFMG e IPSM-MG)

Debate: Cristina Vidigal (Supervisora Clínica do Serviço de Psicologia HC-UFMG)

Sábado, 03/10/2009

9:30 – Seminário II: Psicanálise e Hospital: a lógica do tratamento na Instituição

Conferencista Convidado: Dr. Guillermo Belaga

Coordena: Sérgio Laia – Diretor Geral do IPSM-MG

11:30 – 12:30 - Conversação

12:30 – Almoço

14:30 – 3ª Mesa: A construção do caso clínico

Apresentam: Mônica Lima, Ana Amélia Reis, Dr. Henrique Torres, Dra. Mônica Schetino, Dra. Tatiana Amaral

Coordena: Dr. Roberto Assis (HC- Pediatria e NIAB/UFMG/IPSM-MG)

Debate: Ram Mandil ( Supervisor Clínico do NIAB/ IPSM-MG/ UFMG)

16:00 – Intervalo

16:30 – 4ª Mesa: Apresentação dos resultados e conclusões parciais da Pesquisa “Análise comparativa da demanda e intervenções na urgência em Saúde Mental”

Apresentação: Dr. Guillermo Belaga (co-diretor da pesquisa), Lucíola Macêdo, Jorge Pimenta, Larissa Gomes, Carolina Ferreira, Iara Biondi

Coordena: Prof. Henrique O. da Gama Torres (HC/ Clínica Médica-NIAB /UFMG),

Debate: Antônio Teixeira (Professor Adjunto do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais)

18:00 – Encerramento – Lucíola Freitas de Macêdo p/ Coordenação Geral do Seminário e Coordenação Clínica do Serviço de Psicologia do HC-UFMG



28 de agosto de 2009

Alain Badiou on The Word "Jew"



 
from lacan dot com


Alain Badiou
The Uses of the Word "Jew"

For the last couple of decades, the intellectual situation in France has been marked by countless discussions about the status to be accorded to the word "Jew" within the divisions of thought. Undoubtedly, this has to do with the suspicion, based on some indubitable facts and some contrived ones, that anti-Semitism has made a "return". But had it ever disappeared? […]

The Word "Jew" and the Sycophant

I will make the hypothesis that the aggressive promotion of the triplet Shoah - Israel - Tradition, or SIT, as the only acceptable content of the word "Jew", and the ignorant, stubborn, personalized violence directed against anybody who proposes a different mode of signification and circulation of the word, has to do with protecting a power. […]
 


Explore the seven wonders of the world Learn more!

A EBP-Rio e o ICP-RJ (através do CineCien) convidam para o lançamento das XIX Jornadas Clínicas


27 de agosto de 2009

SLP-Corriere] articolo CORRIERE DELLA SERA‏



Egregi colleghi,

vi invio in allegato copia di un articolo pubblicato il 17 agosto scorso nel Corriere della Sera e relativo all'ultima pubblicazione italiana di S. Zizek.

Cordiali saluti
Adele Succetti

EOL Conexiones Conversaciones sobre los finales de análisis



Conversaciones
sobre los finales de análisis


"¿Que una experiencia analitica tiene fin,
qué quiere decir?"

Jueves 3 de septiembre
20,30 hs

"La decisión en la perspectiva del fin del análisis"...


Responsable: Gabriela Dargenton

Participan: Guillermo Belaga, Hilda Vittar, Jorge Agüero y Eugenia Molina

Lugar: EOL Sección Córdoba. Caseros 950

[EBP-Veredas] SEMINARIO VARIEDADE DAS ESTRUTURAS E DAS CLÍNICAS - 29.08.09


[EBP-Veredas] Premiação de Trabalho sobre o "Louco Infrator"



 

Caros colegas,

Com alegria, informamo-lhes que a monografia "Por uma politica de atenção Integral ao Louco Infrator: a experiência do PAI-PJ do Tribunal de Justiça de Minas Gerais", redigida por Fernanda Otoni de Barros-Brisset – nossa colega da EBP, da AMP e uma das responsáveis pelo Núcleo de Psicanálise e Direito do IPSM-MG – ganhou o primeiro lugar do Concurso realizado pela I Conferência Nacional de Segurança Pública, relativo ao eixo "diretrizes para o sistema penitenciário". 

O PAI-PJ – que tem sido parceiro do IPSM-MG – é o Programa de Assistência Integral ao Paciente Judiciário e, nos últimos dez anos, norteado pela orientação lacaniana, ele tem modificado radicalmente o tratamento e o destino de psicóticos cujos atos infratores os colocam sob a alçada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Certamente, muitos de vocês já puderam ter alguma informação sobre esse Programa, através de textos apresentados em nossos eventos científicos e/ou em nossas publicações. Por isso, e pela repercussão nacional que dele agora se consolida, gostaríamos de compartilhar com vocês esta notícia.

A premiação da monografia vai acontecer nesta quinta feira, dia 27, em Brasília, na solenidade de abertura da I Conferência Nacional de Segurança Pública.

Diretoria do Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais (IPSM-MG)

 

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__,_._,___


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26 de agosto de 2009

[elp-debates] Última actualización web ELP, 27 de julio de 2009‏


[Lacanian-Orientation-US] FLORIDA CENTER. FUNDAMENTOS 1. INTRODUCCION AL PSICOANALISIS [INSCRIPCIONES ABIERTAS]


invitación primera noche del Cicba

CENTRO DE INVESTIGACIONES DEL ICBA

Invitamos a participar de la Primera noche preparatoria para las Jornadas Inter-departamentales del CICBA que llevan por título “Condiciones de la época y respuestas del sujeto”

9 de septiembre de 19:00 a 21:00 horas en la sala A de la sede de la EOL.

Departamento de estudios psicoanalíticos sobre el Cuerpo (CAP-DEC)

Relatora, Patricia Bousquet

El cuerpo en los surcos de la biopolítica.

Departamento de estudios psicoanalíticos sobre la Familia (Enlaces.)

Relatora, Leticia Acevedo

"El goce de la segregación: lo imposible de enseñar”

Departamento de estudios sobre Psicoanálisis y Filosofía. La reforma de la razón desde Freud

Relatora, Marita Salgado

“Sobre la proliferación de los semblantes”

Departamento de estudios sobre Toxicomanía y Alcoholismo (TyA).

Relator, Darío Galante

“La generalización de la toxicomanía

Coordinación

Departamento de estudios en psicoanálisis sobre la violencia VEL (Violencia: Estudios Lacanianos)

Ernesto Deresenszky

FLORIDA CENTER. ESPACIO CLINICO: LAS SALIDAS EN ANALISIS [INSCRIPCIONES ABIERTAS].


[EBP-Veredas] I Seminário Internacional, II Jornada de Psicanálise Aplicada do HC/UFMG


[EBP-Veredas] JORNADAS DO CLIN-a 2009


25 de agosto de 2009

RAYUELA 23

RAYUELA 23

Hacia el IV Encuentro Americano del Psicoanalisis Aplicado de la Orientacion Lacaniana (ENAPAOL)

XVI Encuentro Internacional del Campo freudiano

La Clinica analitica hoy. El sintoma y el lazo social http://www.ea.eol.org.ar

Agradecemos a Mirta Berkoff que nos ha enviado este texto sobre el discurso y el plus de goce en nuestra actualidad, planteando una modalidad especifica del discurso hipermoderno que toca a los sintomas y a los lazos sociales. Esto nos pone en la via de nuestro Encuentro Americano.
Marcela Errecondo

El plus de gozar en la época - Cuerpos indignos

Mirta Berkoff



Epígrafe

“El análisis libera del fantasma…no del respeto a lo escaso de los semblantes que aún permiten anudar el plus de gozar a la lengua común”

E Laurent (1)



El plus de gozar

En los seminarios 16 y 17 Lacan (2) introduce la idea que existe una maquinaria que produce goce, esa maquinaria es el discurso. La entrada en discurso para el sujeto conlleva una pérdida y una consecuente recuperación.

Lacan plantea al lenguaje como demanda que fracasa, al fracasar se repite, insiste.

En esa repetición se produce una mengua y en esa mengua toma cuerpo el plus de goce. Vemos así al goce inscripto en el funcionamiento del sistema significante. La operación del discurso produce un resto por la renuncia al goce absoluto

El objeto surge, es producido, liberado, en el nivel de esa pérdida. Toda articulación significante produce plus de gozar que es una sombra de goce. Es una migaja de goce, lo que resta después de ser triturado por el aparato del lenguaje.

El objeto como plus de gozar impone una forma al goce informe. El objeto en-forma hace de suplemento al vacío generado a nivel de la palabra. A cada recuperación, una pérdida. A cada pérdida , una recuperación. Un funcionamiento de discurso, un verdadero aparato de goce.



La causa y el tapón

Si ponemos el acento en la perspectiva de vacío que produce el advenimiento de la palabra advertimos que allí puede articularse la función de la causa dando lugar al objeto causa de deseo.

Si advertimos su aspecto de recuperación vemos cómo ese objeto puede estar taponando la división del sujeto. Sujeto que no sabe nada, entonces, de lo que lo causa o de lo que goza, ciego del fantasma que lo determina. El objeto en esta perspectiva compensa el vacío

Nos vamos acercando entonces a la idea de que puede haber objetos hechos para servir de tapón de la castración. Lacan nos advierte en el Seminario 17 que al lugar de la función del plus de goce, que es la falta de goce, puede ir a parar un objeto del mercado que sature la falta con un plus de goce de imitación, tomado en lo imaginario.

Lo que encontramos es que estos objetos, a pesar de entretener al sujeto, no por eso evitan su sufrimiento.



El plus de gozar en la época

El discurso es la práctica común de lenguaje de una sociedad dada, es la lengua común.

Es un modo de tratamiento del goce que puede depender de la época.

Lacan ubicó las diferencias entre el tratamiento del goce por el discurso del amo y cómo es tratado el goce en la deformación de este discurso, que es el discurso capitalista.

El discurso del amo es fundante, se caracteriza por tener en el lugar del agente un significante ordenador. Un S1 que comanda el discurso e identifica al sujeto. Por otro lado hay un goce producido, separado, que se segrega como goce en plus.

Lo que caracteriza, en cambio, al discurso capitalista es que en el lugar del agente está el sujeto supuesto amo que anda por allí desbrujulado. Está en posición de creerse no sujetado a nada, pues ya no es válido el significante que lo podría identificar. El S1 amo cae debajo de la barra. Sin la plomada del discurso, sin un significante de peso, el sujeto va a la deriva y en su derrape hace tope con el objeto de consumo, ya que en el lugar del Otro está el mercado

Mientras que en el discurso del amo una doble barra escribe la imposibilidad de acceder al objeto, una flecha, en el discurso capitalista une al sujeto con el objeto, como si hubiese una posibilidad de integración directa del goce por parte del sujeto, donde no se inscribiese ninguna pérdida Es este, entonces, un falso discurso porque la maquinaria falla en triturar el goce.

Lacan plantea el objeto en este discurso como un objeto de imitación que distrae al sujeto de la castración

El discurso capitalista exalta el recurso al objeto tapón con el fin de obturar el vacío.

Hay una producción intensiva del plus de gozar que se acelera en una metonimia de imparable deslizamiento. El plus de gozar desanudado del discurso, se consume frenéticamente con un estilo adictivo, pura pulsión de muerte.

JA Miller(2) lleva al extremo la idea de Lacan en el Seminario 17 de ubicar a los objetos de la civilización en el cenit y ha propuesto un nuevo discurso, el hipermoderno, donde el lugar de comando estaría directamente ocupado por el objeto a, no habiendo un significante que merezca respeto en el lugar de agente.

Lo que aclara Miller es que en este discurso los elementos están dispersos.

Hace años Miller ya nos había transmitido la idea que en el niño los elementos del discurso no se ordenan de una vez. La entrada en discurso para el niño implica el tiempo de poner en función las operaciones de alienación y separación. Miller ubicó, entonces, al niño en el lugar del objeto con una flecha que se orientaba hacia el sujeto barrado. Ahora nos dice nuevamente, los elementos están, pero no se ordenan. Si los elementos no se ordenan el discurso hipermoderno es un falso discurso, falla en articular el plus de gozar con la falta, y pone en jaque las operaciones de causación del sujeto y el discurso del inconsciente. Estamos no sólo ante el niño generalizado sino ante un sujeto que apunta a gozar irresponsablemente de un plus enloquecido.



Cuerpos indignos

En el ser parlante las palabras y el goce se abrochan en un cuerpo. Los dichos despedazan el goce, muerden lo real, dando lugar al cuerpo que llamamos nuestro. Al que nos referimos, entonces no es al cuerpo anatómico, hay una “biología lacaniana”. Se trata de un cuerpo tomado por la pérdida, usurpado por las demandas del Otro.. Tomado por ese Otro que sostiene la imagen que nos une en el espejo, es un cuerpo mutilado.

El goce que queda, despedazado, cedido, es el goce del objeto. Jirones de goce, que son recortes particulares para cada quién que llamamos objeto “a”.Lo que se obtiene es un goce en plus a nivel del objeto pulsional, sólo logrado a partir de agujeros y bordes que hacen cuerpo.

El significante que entra en el cuerpo, fragmenta el goce del cuerpo, despedazando el cuerpo. El elemento significante se corporiza como goce y ese es el plus de gozar El discurso corporiza el significante, inscribe el cuerpo individual en el vínculo social bajo formas típicas.

Miller (4)dice, hay mutilaciones tradicionales hay una corporización codificada, normada, que viene del discurso. La compostura, el tono, son formas de corporización . Luego está la corporización contemporánea la de la época del Otro que no existe , ahora el cuerpo está, como todo, más descuidado por la corporización normada y entonces se ven las invenciones de corporización , el piercing , el body art, la actividad deportiva, son inventos que han pasado ha ser normas actuales de corporización.

Lo que planteo es que a partir del discurso hipermoderno, por la precariedad simbólica, se produce un plus de gozar desamarrado, plus de gozar de imitación, que obtura la castración pero no escribe ninguna pérdida. Esto provoca que a nivel del cuerpo haya un defecto de encarnación donde el cuerpo pierde su anudamiento a lo real.

Es un cuerpo sin resonancias, donde la palabra parece no anudar el afecto como si la pulsión pudiese desamarrarse del significante.

Es este cuerpo indigno, donde al no anotarse pérdida alguna hay un plus de goce enloquecido, el que los jóvenes de hoy intentan morder con los cortes, intentando generar un vacío que lo atraviese



La pregunta en nuestra clínica es: ¿puede el psicoanálisis anudar en estos casos el plus de gozar al discurso? ¿Puede la operatoria analítica dignificar un cuerpo?

Se trata en la operatoria analítica de anudar el plus de gozar al discurso incluso en el caso de un cuerpo que no se ata a la dignidad del significante, pues la política del psicoanálisis en la época es no cancelar el síntoma con lo universal sino que el discurso analítico siga siendo camino para que cada uno produzca lo que le es singular.



Notas

(1) E.Laurent, “El surfista de la hiperletra y los suburbios del significante”, Blog-Note del síntoma, Ed.Tres Haches, Bs As , 2006

(2) J.Lacan, Seminario 17, El reverso del psicoanálisis, Paidós, Bs.As., 1992

(3) J.A.Miller, “Una fantasía”, Rev Lacaniana de psicoanálisis n°3, Ed EOL, Bs As, 2005

(4) J.A.Miller, “El cuerpo Schreberiano” , Biología Lacaniana y acontecimiento del cuerpo, Bs.As. 2002




Si Usted desea recibir el Boletín de la Nueva Red CEREDA Rayuela, que tratará sobre la actualidad de la clínica psicoanalítica con niños, la Agenda de los grupos que la componen y así enterarse de cómo trabajan y qué piensan los colegas en los países de América, es necesario que se suscriba a la lista haciendo "clic" y poniendo su e-mail en la siguiente dirección: http://www.egrupos.net/grupo/nrca/alta

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o en http://www.eolrosario.org.ar/icf_erind01.htm (ERINDA


[EOL-POSTAL] NOCHES DE BIBLIOTECA


NOCHES DE BIBLIOTECA



Presentación de
EL SEMINARIO 18
DE JACQUES LACAN

De un discurso que no fuera del semblante


Martes 25 de agosto 21 horas

Presentan::
Graciela Brodsky, Mauricio Tarrab y Eduardo Benito

Coordina:
Fernando Vitale

Callao 1033 – 5to piso CABA

Entrada Libre y Gratuita

[icba] Pequeño Hans - XVII Jornada anual - 3 de Octubre de 2009


Clínica con niños y adolescentes difíciles

Entrega de Trabajos: hasta el 15 de septiembre

24 de agosto de 2009

An answer to Slavoj Zizek by Marco Mauas - English - Español


An answer to Slavoj Zizek

Marco Mauas
The all of dialectics and its stop



I have been trying some years to understand the effort of Slavoj Zizek to capture the problem of the Arab-Israeli conflict using Hegelian dialectics. This includes of course the core: the Shoah of European Jewry. I must confess that every time has been impossible. This conflict and its core is somewhat resistant to Hegelian-Marxist dialectics.
Karl Marx , who lived in 19th century, did not see this black hole of history, Auswichtz. So, it was not part, it could not be a part, of his work on the “Jewish question”, not even as a distant shadow. Sigmund Freud wrote a line when his books were burned by the Nazis—“There is some progress, in other times they would have burned me”—. He didn’t see the Shoah, but it was present, he smelt the danger. Heidegger saw it and did as it was nothing important, he continued with his metaphysics. Jacques Lacan not only saw it, he lived it. He listened. He wrote that there is no chance to understand it with dialectics. Dialectics, that means we can make the contraries meet by some sublime magic. We can for example say “the Palestinian question”, and it sounds as “the Jewish question.” It is a sound, a resonance.
We may also write, as Zizek, “the Germans tried to kill all the Jews”. But this does not stand as a definite description for “Shoah”. Jean-Claude Milner, quoted by Zizek, uses another, different word: “annihilation”. This word is a non-dialectical word. No chance for Hegel of even dreaming of something like this. Hegel saw everything when he saw Napoleon, his “aleph”. He didn’t see the scientific annihilation. Not Absolute Knowledge, but Absolute Annihilation.
By the way, Zizek uses the “obliteration” (soft reminder of the more sincere “erase of the map”) word when he points to the most radical anti-Zionist Arabs calling for the “obliteration of the state of Israel”. Israel as a state, not its citizens, stands supporting as an object the non-dialectical verb and its consequences.
Analogous problem we face with the expression “West Bank free of Palestinians”. The Nazis coined the term “Judenrein”, to specify their purpose of purify all of Europe, and so to give a solution to their problem, “the Jewish problem”. In Israel, it is not so uncommon the use of Nazi language resonances for public dialectics and discourse. There is a sign of stop, however, waiting in every corner for this rhetoric, a sign addressed to the rhetorician, more than to his audience or his readers.

Let’s take the book of Norman Finkelstein “The Holocaust Industry”. He essentially points to Israel and some Israel politicians as using the Holocaust to obtain political gains. It is a book that certainly has caused many waves, and it may have a point: from the moment the Shoah enters public discourse, it enters the field of truth and the “surplus value of truth”. There is a use value and an exchange value. The silence of the Shoah survivors, a known phenomenon—silence that may persist till their last days-- is surely not without relation to the social echo, even to the remembering of its horrors. But this “surplus value of the Holocaust” has its limit in its own excess, and it is exemplified by Norman Finkelstein’s “boomerang achievement”: he himself has been also named by his detractors or disputers as another “Holocaust Industry” producer, but now his own, private industry, Norman’s Finkelstein “Holocaust Industry”. Such is the field of dialectics. You sell-say a truth, and this very truth includes your personal truth price tag.
And this is why I find very difficult for me to understand the attempt of dialectization of the Arab-Israeli conflict, its transformation in a intellectual field, a competition in the “truth market”. In this sense, I find some points of silence in Jean-Claude Milner’s argumentations more close to the “intractable” nature of the conflict. It may even be that the so-called “the Jewish name” by Milner is a sort of name of the intractable (and so, more akin to Francois Regnault’s “notre petit a”, than to Zizek’s “fetish”). The humorist Biderman put it very precisely in a caricature in “Haaretz”, the day that the so called “Judas Gospel” surfaced somewhere in the sands of Egypt. Here was the Pope, very concerned, looking at the newspaper with one of the Cardinals at his side. A little sentence read: “These Jews, they are making trouble once more”. Some years before, James Baker, the former American Secretary of State, called the Arab-Israeli conflict “the most intractable of all conflicts”. Being himself a man of the south, he probably knows something about this. Dialectics, very probably, turns intractable problems even more difficult: it obscures them.


Una respuesta a Slavoj Zizek

Marco Mauas
El todo de la dialéctica y su stop


He estado tratando algunos años de entender el esfuerzo de Slavoj Zizek de hacer entrar el problema del conflicto Árabe –Israelí en la dialéctica Hegeliana. Esto incluye por supuesto el núcleo: la Shoah de los judíos de Europa. Debo confesar que cada vez me ha resultado imposible. Este conflicto y su núcleo son de algún modo resistentes a la dialéctica Hegeliano-Marxista.
Karl Marx, que vivió en el siglo XIX, no vio este agujero negro. De modo que no fue parte, ni siquiera como una sombra, de su trabajo sobre “La cuestión judía”. Sigmund Freud escribió una línea cuando sus libros fueron quemados por los nazis—“Hay algún progreso, en otra época me habrían quemado a mí.” Él no vio la Shoah, pero eso estaba presente, él olió el peligro. Heidegger vio la Shoah e hizo como si no fuera nada importante, continuó con su metafísica. Jacques Lacan no solo la vio, la vivió. Él escuchó. Él escribió que no hay chance de entenderla con la dialéctica. La dialéctica, eso implica que podemos hacer que los contrarios se encuentren por obra de una magia sublime. Podemos por ejemplo decir “la cuestión Palestina”, y suena como “la cuestión Judía”. Es un sonido, una resonancia.
Podemos también escribir, como Zizek, “los alemanes trataron de matar a todos los judíos”. Pero esto no se sostiene como descripción definida para “Shoah”. Jean-Claude Milner, citado por Zizek, usa otra palabra, diferente: “aniquilación”. Esta es una palabra no-dialéctica. Ninguna chance de que Hegel haya soñado con algo como esto. Hegel lo vio todo cuando lo vio a Napoleón, su “alef”. Él no vio la aniquilación científica. No el Saber Absoluto, sino la Aniquilación Absoluta.
Zizek usa el término “obliteración” cuando se refiere al pedido de los más radicales de los árabes anti sionistas, “la obliteración del estado de Israel”. Israel como Estado, no sus ciudadanos, es lo que soporta en esta frase el verbo no-dialéctico y sus consecuencias.
Encontramos un problema análogo con la expresión “Cisjordania libre de Palestinos”. Los nazis acuñaron el término “Judenrein” para especificar su propósito de purificar Europa entera, y así solucionar su problema, “el problema judío”. En Israel no es algo fuera de lo común hacer resonar el lenguaje nazi en la dialéctica y el discurso público. Hay sin embargo un signo de stop, que espera en la primera esquina a esta retórica, un signo dirigido al retórico, más que a su audiencia o a sus lectores.
Tomemos el libro de Norman Finkelstein “La Industria del Holocausto”. Esencialmente, apunta a Israel y a algunos políticos israelíes, a quienes los caracteriza como usando el Holocausto para obtener ganancias políticas. Este libro seguramente causó muchas olas, y puede tener un punto: desde el momento en que la Shoah entra en el discurso público, entra en el campo de la verdad y la “plus valía” de la verdad. Hay un valor de uso y un valor de cambio. El silencio de los sobrevivientes de la Shoah, fenómeno conocido—un silencio que puede durar hasta sus últimos días—no carece seguramente de relación con el eco social, hasta el recuerdo social de sus horrores. Pero esta “plusvalía del Holocausto” tiene su límite en su propio exceso, y se ejemplifica por el “logro boomerang” de Norman Finkelstein: él mismo ha sido señalado por sus detractores y discutidores como otro productor de “Industria del Holocausto”, pero esta vez propia, privada. La “Industria del Holocausto” de Norman Finkelstein. Tal es el terreno de la dialéctica. Ud vende-dice una verdad, y esta misma verdad tiene la etiqueta con el precio de su verdad personal.
Y esta es la razón por la cual encuentro muy difícil comprender el intento de dialectización del conflicto Árabe-Israelí, su transformación en un campo intelectual de competencia en el “mercado de la verdad”. En este sentido, encuentro algunos puntos de silencio en la argumentación de Jean-Claude Milner más cercanos a la naturaleza “intratable” del conflicto. Podría ser incluso que lo que Milner escribe como “el nombre Judío” es una especie de nombre de lo intratable (y así, más homólogo a “Nuestro objeto a” de Francois Regnault, que al “fetiche” de Zizek. El humorista Biderman lo ubicó muy precisamente en una caricatura en el “Haaretz”, el mismo día que el así llamado “Evangelio según Judas” apareció en algún lugar de las arenas de Egipto. Allí estaba el Papa muy preocupado, mirando una página del diario con un Cardenal al lado suyo. Una pequeña frase decía: “Otra vez estos judíos causando problemas”. Algunos años antes todavía, James Baker, que se desempeñaba entonces como Secretario de Estado para USA, llamó al conflicto Árabe-Israelí “el más intratable de todos los conflictos.” Siendo él mismo un hombre del sur, probablemente sepa algo de esto. La dialéctica muy probablemente vuelve aún más difíciles a los problemas intratables: los oscurece.